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tema da semana - antraz
O que é o antraz? O antraz é uma doença causada por uma bactéria há muito conhecida pelos médicos, mas sua incidência sempre esteve ligada a animais ruminantes herbívoros que pastam em áreas com solo contaminado. Historiadores acreditam que uma das pragas que atingiram o Egito, descritas no Velho Testamento, seja o antraz. O nome da doença vem do grego, anthrax, que quer dizer carvão e faz referência à mancha negra formada na pele na versão cutânea da doença.
Como o antraz é transmitido? A contaminação do homem pode acontecer por três formas: pela pele, principalmente através de ferimentos que entram em contato com objetos contaminados (forma cutânea); pela ingestão de alimentos contaminados (digestiva) ou inalação da bactéria (respiratória).
Quais os sintomas? Antraz cutâneo: a doença começa com uma lesão preta na pele, uma espécie de furúnculo. Esta versão do antraz tem risco muito pequeno de levar à morte. Antraz digestivo: causa diarréias, inflamações, perda de apetite, vômitos, febre e náusea. Também é pouco letal se tratado a tempo. Antraz respiratório: é o que mais preocupa os médicos. Atinge pessoas que inalam a bactéria e, inicialmente, parece uma gripe comum, com mal-estar e febre. Pode evoluir para uma infecção respiratória aguda e dificilmente é reversível após atingir o estágio avançado.
Existe tratamento? O tratamento pode ser feito a base de penicilina e de antibióticos que tenham o princípio ativo ciprofloxacina. O remédio é facilmente encontrado no mercado brasileiro e tem uma versão genérica à venda.
Existem vacinas contra o antraz? O exército norte-americano utiliza uma vacina que não é recomendada para a população civil, no entanto. Seus efeitos colaterais são muitos, a proteção não é total e são necessárias doses durante 18 meses para a vacina fazer efeito.
Países com potencial de armamento químico ou biológico Domingo, 30 de setembro de 2001 Depois dos atentados terroristas contra Nova York e Washington, os Estados Unidos concentram suas preocupações na possibilidade de novos ataques, usando, desta vez, armas biológicas e químicas ao invés de aviões seqüestrados. Confira a lista dos países que, de acordo com especialistas, mantêm arsenais ou pesquisas sobre estas armas: Coréia do Norte - de acordo com o Departamento de Estado dos EUA, o país possui pelo menos capacidade para fabricar armas biológicas e químicas e já constrói mísseis de longo alcance. Coréia do Sul - o Ministério de Defesa sul-coreano admitiu, em maio de 2000, possuir um arsenal de armas químicas para fazer frente a uma eventual ameaça militar da Coréia do Norte. O país se comprometeu a destruir os arsenais, mas não há confirmação de que isto tenha sido feito. China - os chineses admitiram possuir fábricas de armas químicas, mas negam ter um arsenal. Também negam ter a tecnologia para produção de armas biológicas, mas os EUA acreditam que já possuam pesquisas avançadas nesta área. Estados Unidos - os EUA afirmam não ter arsenais de armas biológicas, mas manteria pesquisas na área para fins de defesa. Já o arsenal químico é bastante vasto, sendo considerado o segundo do mundo (perdendo apenas para a Rússia), mas seria destruído até 2004. Irã - os EUA acreditam que o Irã já possua um arsenal com armas químicas, fabricado com ajuda da Líbia. Iraque - o Iraque já confirmou ter mísseis com armas biológicas durante a Guerra do Golfo. Com o final da guerra, comissões da ONU fiscalizaram a destruição dos arsenais químicos e biológicos do Iraque, mas hoje a fiscalização não acontece mais. Um documento secreto da ONU, divulgado pelo jornal Financial Times, informa que a organização acredita que o Iraque ainda tenha parte de seus arsenais. Israel - os israelenses não divulgam informações sobre seus programas de armas químicas e biológicas, mas especialistas afirmam que o país tem pesquisas avançadas neste campo. Líbia - a comunidade internacional acredita que o país mantém um arsenal de armas químicas e estaria tentando desenvolver tecnologia para fabricar armas biológicas. Rússia - supostamente donos dos maiores arsenais de armas químicas e biológicas, os russos se comprometeram a destruir boa parte destas armas. Com o final da União Soviética, a comunidade internacional teme que parte do arsenal vá parar nas mãos de grupos terroristas. Síria - assim como a Líbia, acredita-se que os sírios tenham um arsenal de armas químicas e estejam pesquisando na área de armas biológicas. Taiwan - o país é suspeito de pesquisar tecnologia para armas biológicas e químicas, mas não há informações de que já tenha conseguido fabricar estas armas.
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